Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial

On-line version ISSN 1980-5500

Rev. Dent. Press Ortodon. Ortop. Facial vol.12 no.5 Maringá Sept./Oct. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-54192007000500002

O QUE HÁ DE NOVO NA ODONTOLOGIA

 

Cirurgias de implantes guiadas por computador podem se tornar progressivamente mais freqüentes e precisas

 

 

Waldemar Daudt Polido

Doutor em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF) pela PUCRS, com Residência em CTBMF na Universidade do Texas, Southwestern Medical Center at Dallas, EUA. Fellow do ITI, International Team for Implantology, e atual Chairman da Seção Brasil do ITI. Coordenador do curso de Especialização em Implantodontia da ABORS. Clínica Privada em Porto Alegre/RS, dedicada à Cirurgia Bucomaxilofacial e Implantodontia

 

 

A busca incessante dos cirurgiões por cirurgias mais rápidas e precisas, e com melhores pós-operatórios, levou ao desenvolvimento de inúmeros softwares e hardwares (equipamentos e instrumentos) para a realização de cirurgias guiadas por computador, as chamadas “cirurgias virtuais”. O princípio básico consiste em realizar uma tomografia computadorizada no paciente, tendo pontos de referência, como a própria prótese, para a captura de imagens em um PC. Essas imagens são manipuladas em um programa específico – tal como o NobelGuide, o Simplant ou o DentalSlice – que permite não só a colocação dos implantes no programa, mas, a partir disso, a confecção de um guia cirúrgico de alta precisão, levando à possibilidade de realizar cirurgias sem retalhos, para a colocação dos implantes e da prótese em carga imediata nos pacientes. Recentemente, uma divulgação intensa desse tipo de programa passou a ser feita em congressos e até mesmo em programas de mídia, como rádio e televisão, atraindo mais pacientes. Widmann e Bale1revisaram a literatura a respeito, buscando elucidar quais os diferentes fatores e quais as limitações que influenciam a precisão desse tipo de tratamento. Em seu artigo, eles relatam que a precisão dos sistemas de cirurgia guiada ou cirurgia virtual para a colocação de implantes dentários depende de uma série de fatores cumulativos e interativos, que podem levar a erros. Estes podem estar presentes: no processo de aquisição da imagem, no processo do registro (transformação imagem-físico); na navegação do software; na produção do guia cirúrgico e no erro humano. Os autores recomendam a observância de uma distância de segurança equivalente a pelo menos o desvio máximo de cada sistema.

Comparadas à técnica tradicional, a colocação do implante com auxílio do computador requer um investimento e esforço substancialmente maiores, mas parece propiciar um bom resultado, no sentido de eliminar erros e sistematizar a reprodução de tratamentos com sucesso. Também permite a proteção de estruturas anatômicas críticas, bem como vantagens estéticas e funcionais que advém da colocação do implante no local determinado pela prótese. Baseado em dados clínicos, a cirurgia virtual não é indicada em casos fáceis, com suficiente orientação anatômica e volume ósseo. Entretanto, pode ser indicada em casos onde uma tomografia computadorizada esteja recomendada como meio diagnóstico, quando a colocação precisa do implante for imperativa, e quando implantes com comprimentos mais longos forem desejados para o uso otimizado do osso disponível. Todavia, estudos clínicos prospectivos ainda são necessários para examinar mais aspectos do sucesso do tratamento e confirmar o valor dessa estratégia, justificando a dose de radiação adicional e os custos dessa tecnologia.

 

1. WIDMANN, G.; BALE, R. J. Accuracy in computer-aided implant surgery – a review. Int. J. Oral Maxillofac. Implants, Chicago, v. 21, no. 2, p. 305-13, Mar./Apr. 2006.

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